Ficha - Iohan Godrien

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Mensagem por Iohan Godrien em Dom Dez 23, 2012 11:52 pm

---IOHAN---GODRIEN----


{Por trás do Personagem... }
    O seu criador!

Nome do Jogador: Al ou Álvaro, é só escolher
Idade: 22 anos
Há quanto tempo joga em RPGs? Em quais joga/jogou? Jogo RPG a muito tempo, porém de fórum, jogo a menos de cinco anos
Como ficou sabendo do Age Of War: Indicação de uma amiga!
Frequência na qual entra: Normalmente entro todo dia.
Outros personagens: Forma de contato: Msn: browninja@hotmail.com, MP e... só Sinal de fumaça
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{O Personagem}
    A estrela principal

Nome Completo: Iohan Godrien
Apelido:
Grupo: Feiticeiro
Família:
Reino: Neutro
Arma: Uma pequena adaga.

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{Família}
    Sem ela não existimos.

Nome de Familiares:
Arn Godrien: Pai de Iohan, e o mago que lhe introduziu no mundo da magia.
Íris Godrien: Mãe de Iohan. Tivera o último contato com o filho anos antes, e não estava bem de saúde.
Tildor e Izildor Godrien: Irmãos mais velhos e vivos de Iohan, com os quais também não mantém contato.

Status Social: Nômade, classe média baixa.

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{Personalidade}
    Bom, ruim?

Personalidade: Iohan é bondoso, ou ao menos era. A corrupção em sua situação é quase inevitável, mas em certas ações ainda pode-se observar tal característica. Merkhet parece permitir, e querer a existência do “velho camponês de boa alma”. De fato, a personalidade do demônio é a governante atualmente, mas ele se utiliza da bondade natural do corpo no qual se hospeda, quando se faz conveniente.

Em relação ao Merkhet, a personalidade dominante, ele é objetivo, manipulador e insensível, não medindo ações para alcançar os fins que desejar. Nada mais natural para um ser maligno. Contudo, também é extremamente simpático quando lhe convém. Algo que parece ter sido adquirido também por Iohan, sendo algo marcante em quase todos os momentos. E outra característica predominante no rapaz, surgida nos últimos tempos, é a sinceridade. Ele quase sempre é verdadeiro em suas palavras, algo que pode ser trunfo, ou dar resultados bem negativos.

Qualidades: Bem, ele é bonito tanto de feições como de corpo, e possuir um olhar que reflete bem sua natureza, podendo atrair ou incomodar de pessoa para pessoa. Adquiriu uma sagacidade e um conhecimento próprio de seu espírito, como também o poder, o que faz dele um poderoso feiticeiro. Também pode ser considerado um valoroso aliado quando se possui os mesmos objetivos.
Defeitos: Quanto aos poderes, Merkhet não pode utilizar plenamente de suas habilidades enquanto estiver limitado a um corpo humano. O corpo de um homem não é forte o suficiente para suportar níveis altos de poder, e no caso de Iohan, ele não está acostumado ou muito menos preparado para controlar e suportar tais situações.

E do mesmo modo que Iohan pode ser um aliado valoroso, ele também não é digno de confiança. O demônio em si não busca aliados, mas sim objetivos, seja lá sobre quem irá passar.

Desejos: Os desejos de Iohan são previsíveis, libertar-se dessa situação. Apesar de o nível de junção a Merkhet estar tão elevado, que seus objetivos já se confundem com os do demônio.

Quanto aos objetivos de Merkhet, que claramente são os que importam, estes não se estão claros. O humano pode sentir uma ambição por poder em diversos momentos, já que aos poucos sente os mesmos desejos do demônio, mas isso é o máximo que ele conhece.

Medos: Medos? Bem, de Iohan seus medos são claramente de morrer ou se ver condenado a uma escravização eterna. Mas esses aos poucos estão sumindo, e novos medos surgem. O medo de perder sua magia, o medo de se tornara impotente e preso a um corpo inútil e o medo do fogo. Sim, ele se sente cada vez mais incômodo próximo a fogueiras, algo irônico, já que as grandes magias são feitas com auxílio do fogo. Seus piores pesadelos surgem em meio a chamas.

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{Localização}
    Onde você está? Iohan é um nômade, sua localização é sempre incerta, mas provavelmente está nas proximidades da floresta negra.

Onde nasceu: Ele nasceu em no Reino de Lausanne, a leste da Floresta Negra.
Onde mora atualmente: Entre os Reinos de Kallin e Harsnok.
Idade: 25 anos
Data de nascimento: 14/04/1333
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{Seu corpo}
    Tente ser sincero...

Cabelos: O cabelo é de um tom castanho escuro, sendo um pouco ondulado quando grande.

Olhos: A cor dos olhos é de um azul claro, que permite, dependendo da luz, parecer verde. Eles são parcialmente grandes e marcantes.

Porte físico/ peso/ altura: Ele é alto e robusto, com claros sinais de quem trabalhou pesadamente na infância, mas que possuía uma boa alimentação. Com 1,76 metros de altura, ele ainda mantém um corpo quase atlético, dado ao esforço diário.

Marcas de nascença e/ou outros:Possui uma cicatriz em sua mão esquerda, resultado de um corte anos atrás.

Photoplayer: Matt Bomer
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{História}
    Seu passado nos pertence...


Pega uma boa caneca de cerveja, bebe um grande gole, põe a mão no queixo e começa pensar- O que posso dizer? Nasci como caçula entre cinco irmãos. Era tímido e esperto na infância, além de possuir o que podemos chamar de boa alma. Não era do tipo de criança egoísta ou irritante. Na verdade, dava valor às pequenas coisas da vida, algo que havia aprendido com meu pai. E possuíamos uma vida boa. Minha mãe, apesar do pulso forte, era carinhosa sempre que possível. Já meu pai, um pobre camponês, ensinava a seus filhos o valor do trabalho e da terra, que lhes fornecia o sustento e a fartura a mesa.

- Não era uma vida de luxo, contudo nunca tivemos do que reclamar. As suas terras sempre mantiveram uma fartura peculiar, e garantiam o sustento de todos os sete na casa dos Godrien. A família sempre tivera uma saúde ferro. Raros eram os casos nos quais alguém adoecia. E graças ao número de filhos, Arn Godrien nunca tivera problemas em manter a grande propriedade pela qual era responsável. Arn era o típico sortudo. Com uma ótima terra, uma bela família e sendo adorado por todos. E para mim, era quase um ídolo. E se tornou ainda mais após uma tarde no campo.

Deveria ter oito ou nove anos. Estava acompanhando meu pai e meus irmãos naquele fim de tarde, quando uma brisa soprou, e bem, sussurrou algo. Simplesmente parei, derrubei um jarro com água que trazia comigo e fiquei mudo. Por alguns instantes não conseguia dizer uma única palavra. Quando todos olharam, estava tão branco quanto leite, e ao perguntarem o que havia acontecido, simplesmente não disse nada. Talvez pela timidez, mas nunca tinha sido do meu estilo fazer alvoroço. Enquanto os irmãos praguejavam pela perda da água, meu pai, como sempre, apenas pôs a mão no ombro e falou “Já estamos voltando, então não tem problema”. Simples assim. Uma atitude bem Arn, poderia dizer.

- Naquele mesmo dia, meu pai me chamou para fora de casa. Arn Godrien sempre gostava de fazer uma fogueira, sentar em um tronco, e observar um pouco a noite antes de dormir. Era quase um ritual diário:


- O que foi aquilo hoje à tarde? Precisa ser mais cuidadoso. Se eu e seus irmãos ficarmos com sede, não vamos conseguir trabalhar direito - Os momentos de lição de seu pai eram um tanto engraçados. Sempre parecia mais uma conversa, do que realmente uma reclamação. Bem diferente da mãe e dos irmãos, aonde sempre aparentava estar morrendo alguém - Não foi nada - As feições do pai eram fortes, mas o olhar sempre parecia calmo, como se nenhum problema existisse no mundo. E naquele momento, apesar da sobrancelha arqueada demonstrar curiosidade, a mansidão ainda reinava como principal característica - Tem certeza? Já vi neves menos brancas do que você naquela hora. Mais um pouco e pensei que iria derreter

- O rapaz juntou as mãos entre os joelhos e desviou o olhar para a fogueira - Não foi nada não, só derrubei a água e fiquei com medo - Ele não voltou a olhar para o pai, mas pode ouvir o respirar de decepção - Então se você diz, está bem. Venha, vamos entrar - Os dedos começaram a se enroscar uns nos outros, enquanto os joelhos pressionavam as mãos - Papai, na verdade... Eu... Ouvi algo - Arn, que já havia começado a levantar, voltou a sentar e permaneceu em silêncio - Era como se o vento falasse... Acho - O garoto voltou-se para o pai, e ficou tranquilo. Aqueles olhos sempre o deixavam tranquilo - Que bom que faliu a verdade. Bem, não conte isso a ninguém está bem? Vamos entrar, está ficando frio demais.


Dá um sorriso enquanto pede outra caneca- Sim, foi decepcionante. Também esperava algo melhor do que “não conte a ninguém”. Claro, que não contaria. Mal contou a ele, que era o próprio pai. Mas os tempos seguintes compensariam essa situação. Sempre que tinham um momento a sós, seja nas plantações, seja na fogueira, seu pai lhe ensinava algo novo. Primeiro falou sobre o dom, de como poderia falar com espíritos da natureza, conseguir conhecimento com estes e bênçãos para a vida. Ensinou a história da família, de como há gerações sempre um dos Godrien havia despertado essa capacidade, como alguns espíritos ajudaram e conviveram por séculos com seus parentes, e de como para tudo nesse mundo existe um preço, e na magia não seria diferente.
- Aprendeu a fazer oferendas e rituais de forma discreta. Magia sempre foi algo temido pelo povo em geral, e agora não seria diferente. Quanto a sua família, bem, provavelmente eles sabiam, pois sempre tentavam evitar, falar ou se intrometer quando algo estranho estava sendo realizado. Ao menos quanto a sua mãe ele tinha certeza. Íris Godrien sabia, e se tinha alguma dúvida, está foi sanada alguns anos após.

- Tinha mais ou menos quatorze anos quando Arn faleceu. Em uma situação normal a família teria superado com mais facilidade, mas claro, aquela não era uma situação normal. A colheita já não era tão farta por mais que trabalhassem, os animais tinham dificuldades em produzir por melhor tratamento que recebessem, e aos poucos as doenças chegaram à família. Para os vizinhos um mal havia se abatido sobre aquela casa, mas se eles tivessem analisado melhor, teriam percebido, que na verdade, os Godrien apenas havia se tornado uma família como qualquer outra, com as mesmas dificuldades miseráveis que todos enfrentam na vida. A mãe ou qualquer dos irmãos nunca haviam me cobrado nada. Não diretamente. Mas era difícil.

- Não tinha a mesma experiência de seu pai, e a negociação com espíritos se mostrava difícil. Os preços acabavam altos demais, e os riscos em desagradar alguns deles poderiam ser grandes, como aprendeu mais a frente. Contudo, apesar de esperto, tinha dificuldades em controlar a magia, pela falta de prática e da própria maturidade. E quando tudo parecia voltar aos eixos, devolvendo um pouco da antiga fartura a sua casa, acabou por ocasionar algo que não esperava.

- A língua usada por muitos dos espíritos não é a mesma usada pelos humanos, mas de alguma forma, nem por isso deixava de entender. E podia entender muito bem, quando no lugar das tradicionais bênçãos, o espírito declarou que eu deveria aprender da pior forma o meu verdadeiro lugar naquele mundo. Uma praga recaiu sobre o vilarejo. A doença vitimou muitos dos vizinhos e amigos, mas nada que se comparece à casa dos Godrien. Dois dos irmãos haviam morrido em menos de um mês, e outro estava com os dias contados. Pela primeira vez Íris me cobrou uma ação. Queria o fim de tudo aquilo, queria sua boa vida de volta, mas principalmente, queria seus filhos de volta! Os olhos de Íris, os olhos de minha mãe, agora estavam fundos e desfigurados. Sua aparência nem de perto chegava ao que fora antes. E a revolta que me abateu inicialmente, logo se transformou em desespero.

- Fiz de tudo para reverter o que havia causado. Prostrei-Me implorando por ajuda, fiz as oferendas pedidas e não pedidas, e assistindo aquilo, os espíritos se compadeceram. Mais uma vez a natureza havia refeito seu laço com o sangue Godrien, mas uma coisa eles não poderiam conceder. Segundo diziam, a vida é um ciclo, e este ciclo não pode e nem deve ser revertido. A vida de seus irmãos estava perdida no caminho do ciclo, e isso eles não poderiam mudar. Mas não desisti. A imagem de minha mãe parecia me dar forças diárias para tentar mais uma vez, e eu tentei. Busquei, me humilhei, usei de todas as forças e opções para conseguir uma informação, até conseguir um nome: Merkhet. Procurei por mais, e me foram concedidas maiores informações. Porém os espíritos também deixavam avisos: “Nada de bom saíra se romper o ciclo!” “Pra conseguir isso, você terá de entrar na escuridão” ”Quando se está no escuro, sair por conta própria não é uma opção” Mesmo assim continuei, e após semanas de tentativas, consegui o contato com aquele que se nominava Merkhet. A presença de um espírito sempre causava calafrios, mas aquilo... Aquilo parecia pior.

- Seguiu as instruções e demorou pelo menos duas semanas para preparar o ritual. Até que finalmente o fez, em meio a um pequeno bosque próximo. A noite estava escura como breu, e tochas tiveram de ser levadas para trazer a luz necessária. A cabeça de meus irmãos foi a pior parte. Pouco restava dos crânios, após terem sido queimados para evitar a doença. E acha-los em meio a terra tinha levado dias. A parte que acreditava ser a mais difícil, na verdade acabou sendo a mais fácil. Talvez a crença nos poderes de seu marido e de seu filho, ou simplesmente a loucura pela morte do companheiro e dos dois filhos em menos de um ano. Mas Íris aceitou de bom grado participar daquilo, e agora estava ali, em meio a um círculo, juntamente a um cordeiro rodeado de madeira seca, dois crânios dos filhos mortos, um de cada lado do animal, e o filho, no qual estava depositando todas as esperanças. Era hora de começar.

- Cortei a mão, e abençoei com sangue o cordeiro, os crânios e a minha mãe, fazendo-lhe nela um símbolo em sua cabeça e barriga. disse algumas palavras, fui ao cordeiro, e coloquei fogo na lenha envolta dele. Mal jogou a tocha eu acabei percebendo, havia ido longe demais. Os berros de agonia do cordeiro só me confirmaram isso. Entrei em desespero na época, enquanto buscava uma solução. Pensei em tentar salvar o bicho, mas as chamas se espalharam rápido, não havia como fazer. Estávamos a quilômetros de qualquer água. Virei-me para a minha mãe, enquanto essa mantinha os olhos presos ao fogo. Parecia calma, mas determinada.

- Logo a fumaça rodeava o círculo, e foi em direção ela. Entrou-lhe entre as pernas, enquanto esta agora gritava de dor. Em questão de minutos sua barriga crescera, e logo parecia espirrar sangue por onde a fumaça havia entrado. Em meio a tudo isso pude apenas assistir, até que ao ver algo se mexendo na poça de sangue, me aproximei e vi as duas coisinhas. Tirei a camisa e as peguei, eram mínimas, mais pareciam ratinhos, ambas cabiam na palma da mão, cada uma. Mal pareciam ter nariz, a boca se mexia, mas nenhum som saia, e os olhos eram... Brancos. E ao entregá-los a minha mãe, fui jogado para trás. A fumaça da fogueira agora me segurava no chão, e quando tentei gritar, ela entrou por minha garganta, tomando meu corpo.

- Para qualquer um que observasse não teria sido nada demais. Mas ao me levantar, sabia que algo estava diferente. Ao olhar novamente para Íris, percebi que ela estava diferente. Pálida, extremamente magra, ainda sangrando e com o olhar perdido ao observar as coisinhas em seu braço. Senti pena, desespero, queria correr e ajuda-la, mas um pensamento me veio. Ela havia ganhado o que tanto desejou. Por um lado ficou tenso por ter pensado algo do tipo, por outro estava apenas conformado, era apenas a verdade. Até pensei em ir embora, mas segui para ajudar Íris.

- Levá-la não foi difícil, não sabia quem era mais leve e magra, se ela, ou as criaturinhas. Íris adormeceu no caminho junto às coisinhas. Ao chegar a casa, deixei-a na porta, bati e adentrei na escuridão. Meus irmãos, que haviam ficado em casa a acolheriam, mas eu segui, com uma estranha certeza de que aquelas coisinhas não sobreviveriam mais que aquela noite. E apesar de andar pelo escuro, parecia ter plena certeza de qual caminho seguia.

- Dias depois descobriria sua real situação. Não era mais Iohan, o camponês, mas também nunca chegou a ser Merkhet, o espírito. Nunca mais tivera pleno controle sob si mesmo, mas parecia que ainda existia ai. Ainda tinha ações que estavam mais próximas a Iohan do que a Merkhet. Porém, parece que esse algo meu, que ainda habita esse corpo, parece estar sumindo a cada dia.

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{Teste de ação}
    O bosque estava escuro e fechado. As árvores chegavam quase a invadir estrada, e apenas uns pequenos filetes de luz conseguiam penetrar a densa folhagem. Mas não ele não se incomodava, o seu cavalo era bom, e principalmente esperto, não esperava ter problema para cruzar essa área. O animal dificilmente cairia em qualquer buraco ou armadilha, além de possuir um ótimo instinto. Contudo, na escuridão, mesmo os melhores instintos podem ser enganados. Ele conseguiu sentir algo diferente no ar, mas logo sentiu algo bater em sua cabeça, e o último barulho que ouviu foi o relinchar. Após isso apenas apagou.

    Vozes ao fundo pareciam lhe trazer a consciência, até sentir a dor na perna direita. Na verdade eram chutes que lhe trouxeram de volta. Aos poucos, enquanto sua mente voltava, começava a ter uma ideia de onde estava. Um casebre, com três sujeitos. Talvez no bosque ou em um lugar próximo - Pensei que ia acabar meu pé pra você acordar - O sujeito se afasta e senta em um banco, ou tronco, seja lá o que fosse - Então dorminhoco, precisamos que nos diga o que é isso - O homem mostrava uma espécie de livro, feito de couro de cabra enegrecido. Por algum motivo aquilo lhe pareceu uma grande piada - Bem, é um livro. Agora se quiser saber conteúdo, é só ler - O homem voltou a se aproximar dando um novo chute, agora na outra perna - Então temos um piadista - Homem se vira para um segundo que estava próximo a saída - Ben pegue o ferro lá fora e esquente. Vamos descobrir logo isso! - Como instinto natural, Iohan tentou se levantar, mas sua cabeça ainda doía, e suas pernas também. Não teria a mínima chance fisicamente. Tentou olhar ao redor. Alguns galhos grossos para fogueira estavam no canto, teria como alcança-los, mas mesmo com saída de um, ainda teria de enfrentar mais dois.

    Sentiu o corpo esquentar, quase ferver. Sabia o que era, pode apenas esperar e assistir - Gard, guarde essa porcaria, vamos mostrar a esse piadista com quem não se deve brincar - Enquanto um pegou o livro e levou para a prateleira, o que estava próximo seguiu para pegar uma lenha. Foi quando ele sentiu o corpo queimar ao máximo. Em questão de segundos o cara mais próximo já estava voando contra o segundo. O choque entre ambos foi forte o suficiente para jogá-los contra a parede e deixa-los desacordados. O próximo passo era o terceiro. Conseguiu levantar-se com dificuldade, pegou uma das lenhas e foi para a porta. O terceiro entrou desorientado, e foi fácil acertá-lo na cabeça, fazendo-o também ir ao chão desacordado. O último a cair ao chão foi o próprio Iohan. Seu corpo estava exausto. E não só pela cabeça e pelas pernas. Merkhet havia agido. Aquele poder, sem nem ao menos uma magia proferida... Mas existe os custo. O corpo não mais fervia, e sim doía. E ao levar a mão ao nariz, percebeu o sangue que escorria dele. Teria pelo menos dez minutos sem de total exaustão. Mas não podia descansar, não agora.

    Após duas tentativas, conseguiu ficar e de pé, buscou cordas no casebre, e amarrou os três caras no tronco e nos pés, deixando-os no chão. Só então sentou e esperou. Por pouco não adormeceu. Não podia fechar os olhos, ou não acordaria tão cedo. Quando um dos homens começou a balbuciar qualquer coisa, Iohan se levantou, chutou os outros dois, e sentou no mesmo tronco que o falastrão havia estado. Agora era hora de negociar - Onde vocês colocaram minhas coisas? Onde colocam tudo o que roubam? - O mesmo que havia falado antes, foi quem respondeu. Era sem dúvida o líder - Um maldito bruxo, que ótimo! O que pensa que vai fazer? Usar seus poderezinhos para nos fazer falar? - Podia sentir a impaciência de Merkhet crescendo - Melhor responderem, para seu próprio bem! - E nenhum deles respondeu. Os outros dois estavam claramente com medo, mas a gargalhada do falastrão parecia lhes dar coragem. A sensação que lhe veio foi clara, ele era o alvo. Segurou o homem pelas cordas, o arrastou até o centro do lugar, e com um chute o deitou no chão, enquanto este xingava e reclamava. Em seguida o rapaz pegou um pouco de cinzas em uma lareira, colocou um joelho sobre o peito do homem, e com as cinzas fez um símbolo na testa do cara.

    Em seguida começou a pronunciar palavras em uma antiga língua, enquanto mantinha o polegar sobre o símbolo - Envenene este corpo, contamine este sangue, corrompa essa alma – Na medida em que as palavras eram repetidas, as veias na testa do homem começavam a ficar azuis, e aos poucos o efeito se espalhava pelo corpo, enquanto esse se debatia. Logo a pele ficou escura e espuma começou a sair da boca. E finalmente, após alguns minutos, era o fim. Muito esforço para pouco resultado é verdade, mas o show tinha seu sentido. Os outros dois estavam pálidos e estáticos pelo que viram - Me ajudem a ajuda-los. Me obedeçam, não façam nenhuma bobagem e sairão vivo - Arrastou um dos dois, o pós no chão de costas e desamarrou seus pés - Agora me mostre onde está meu cavalo, minhas coisas e tudo que vocês andam roubando!

    Após algum tempo já estava fora do bosque, montado em seu cavalo, com todos os seus pertences de volta, e com alguns bônus a mais. Quanto ao cara que lhe mostrou tudo, bem, ele acordaria desamarrado. Com uma baita dor de cabeça, após duas pancadas enormes, mas estava vivo. E para alguém daquele tipo, já era o suficiente. E ao pegar o livro negro Iohan só pode sorrir. Quem diria que um mero tipo de diário faria tanta diferença.


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Mensagem por Carolinne Harvelle em Seg Dez 24, 2012 5:38 pm
Ficha Aprovada

Seja bem vindo,Iohan!
Adorei a ficha,ficou muito boa,você entendeu bem a proposta dos feiticeiros e sua história ficou ótima.
Espero que se divirta por aqui,precisando de algo só chamar!
Att.:Carolinne
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