Hope In Silence

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Mensagem por Lyanna A. Dangerfield em Qui Dez 06, 2012 5:16 am
Por Clara & Lissa


"O ano é 1894. Uma pequena ilha estende-se humildemente às margens da Europa Ocidental. Inglaterra. Sob um governo monárquico corrupto e o olho atento dos deuses, mulheres com seus asfixiantes espartilhos e homens de magnificentes cartolas. A revolução industrial não passa de um sonho. A guerra, um distante pesadelo pairando ao horizonte. Nas entranhas do mercado negro, os decadentes e os miseráveis aquecem-se ao som de engrenagens batendo. Visionários. Boêmios. Armas. Inventos maquinários.
Não existe Acampamento Meio-Sangue. Em seu lugar, um mundo de perigos e incertezas aguarda aqueles herdeiros do infortúnio de carregar o sangue olimpiano. No mundo inferior, um exército é formado. Das cinzas do ódio e uma antiga vingança. A Liga. Liderada pelas três assim nomeadas, as Benevolentes. Megaera, Tisiphone, Alecto. Aquelas-que-não-devem-ser-nomeadas. Responsáveis pela instrução e treinamendo de assassinos. Assassinos para semideuses.
É nessa realidade que vive Reneé. Filha de ninguém. Mestre em Armas. Ex-agente. Selecionada do momento em que abriu os olhos pela primeira vez. Uma dos muitos a desistir da vida de mercenária para um mundo todo a vapor do lado de fora dos portões do inferno.
Vivendo nas sombras, evitando reconhecimento, seguindo com sua existência. Mas tudo isso está para mudar. Três anos se passaram, a jovem volta a ser recrutada. Uma última missão a espera. Um último desafio. Uma missão para testar sua lealdade. Deve aceitá-la e completá-la, onde tantos outros falharam. Caso contrário, morrerá.
"


PERSONAGENS PRINCIPAIS:




A sorrateira e mortífera Reneé Beaumont já esteve entre as mais eficientes assassinas da Liga. Como o gato de quem tirara a inspiração para seu nome, Cheshire era inalcançável. Veio para todos como uma surpresa quando virou suas costas para as Fúrias. Incontáveis vítimas. Incontáveis casos. A arma sem falhas. O soldado que saíra do controle. Poderia retirar o que quisesse de seus bolsos, massacrar sem deixar provas, infiltrar-se por entre ovelhas como se fosse uma delas. A fera em disfarce. Faria tudo com um sorriso nos lábios. E então, poderia simplesmente desaparecer.




O alvo. Louise nunca foi de muitas palavras. Aprendera a ficar calada desde seus 10 anos de idade, quando pegara em uma arma pela primeira vez. A Liga não fora gentil, e nunca iria ser. Nômade a maior parte de sua vida, ser invisível era sua especialidade. Inúmeras caçadas fizeram-na experiente em não criar vinculos e alerta para toda e qualquer aproximação. Seu sangue era seu rastreador e ser a caça não era fácil. Mas nada pode ser perfeito. Principalmente para uma semideusa que teve a vida destruída na infância.



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Mensagem por Lyanna A. Dangerfield em Qui Dez 06, 2012 5:18 am

PRÓLOGO
A chuva era forte naquela tarde. Algo comum em Londres. Seu coração palpitava, mas não incomodava. A adrenalina corria por suas veias. Ela sentia sua presença. O pequeno beco em que havia adentrado estava escuro e suas roupas encharcadas.

Ela contou mentalmente quantas balas tinha em sua arma. Três. O suficiente para matá-lo.

O barulho de suas botas tocando o chão molhado a deixou alerta. Ele parou dando uma risada sem humor.

– Semideusa, não adianta se esconder. Posso sentir seu cheiro

Ela deu um pequeno sorriso e se levantou.

– Ainda bem. – ela disse – Não queria perder a chance de matar meu primeiro ciclope.

Rapidamente sacou a arma e atirou suas três ultimas balas. Primeiro no olho, depois no coração e logo em seguida na cabeça. Observou com um sorriso nos lábios o monstro se dissolver em poeira dourada, deixando somente seus pertences mortais no chão sujo. Ela procurou entre as roupas a arma e a carteira do ciclope. Oito balas e duas mil libras.

– Muito bem, nível dois. Avise aos seus amigos que o nível precisa subir quando você voltar do Tártaro. Ah, e o nome não é semideusa. É Penrose. Louise Penrose.

--------

Os olhos entorpecidos pelo sono e cafeína não deixavam os ponteiros do relógio na parede. Não dormira bem – nunca dormia. Muito menos quando trocava o dia pela noite. Não deveria ter se passado muito do por do sol quando a já não tão lângida figura de Reneé projetou-se no caminho para a taberna.

Em suas írises de ônix, mantia a comum insolente indiferença de uma típica causadora de problemas, mas por trás do forte cheiro de cigarro e whiskey, sua mente prodigiosa agia como um trem a toda velocidade. E a imagem não a deixava: Clara como tinta, as longas mechas louro-arenosas, a chuva torrencial, e a silhueta que perseguia no encalce da desconhecida – um gigante, talvez uma prole do velho Poseidon.

Até o mais ignorante dos idiotas identificaria que se tratava de uma semideusa, e alguém como Reneé sabia reconhecer o que isso significava.

Tal qual seus alvos, os agentes eram abençoados com o dom da visão. Sonhos proféticos costumavam ter sido menos frequentes, e ainda assim igualmente esperados. Mas isso não significava que a jovem estava feliz de tê-los assombrando-a de novo, após quase três anos tão cuidadosamente fugindo de todos os vestígios de seu passado sanguinário.

A cabeça de Reneé caiu para as palmas das mãos sobre a mesa do bar, enxaqueca misturada com terrível sensação da necessidade de cumprir seu dever. Não. Não agora. Não pode ser.

Mas era. Maldita fosse, era exatamente o que temia. Sabia onde deveria estar, e sabia quando, e sabia por quê. Fora tola de pensar que podia fugir de uma sombra que nunca acaba. E as imagens do sonho voltavam. E o som. Disparos de arma. A moça deveria estar morta à essa altura, como todos os outros. Malditos idiotas. A Liga não aceitava erros. A Liga não deixava rastro. A Liga não perdia seus alvos.

– Outra rodada, mademoiselle? – perguntou o barman cujo nome não mais lembrava, esperando sorridente pela resposta cotidiana

Porém, a mesma não viria. Nada mais era cotidiano. Precisava ir. Esconder-se não mais funcionava. Vestir o rosto de uma boêmia não mais a satisfazia. Ser apenas Reneé Beaumont não lhe era suficiente.

– Hoje não – a voz saiu como um velho protocolo, seca e rica em obstinação, eis que tirou do bolso o último saco de dinheiro que tinha – Embale todos os mantimentos que isso puder pagar, monsieur.
Seus dentes apareceram, os olhos brilhantes de um estranho e amargo deleite quando desafiou os fixos e incrédulos do velho homem de avental.

– Esta noite estarei deixando da cidade.

E que os deuses me perdoem.

Deixem reviews aqui embaixo SUHRFSLIUFH dependendo da aceitação eu continuo a postar ou sei lá ><



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Mensagem por Lynn Von Lichestan em Qua Dez 12, 2012 8:26 pm
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Última edição por Lynn Von Lichestan em Qui Jan 08, 2015 1:33 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Nymeria A. Screamgun em Dom Jan 06, 2013 1:46 pm
-Sant here- bem já tinha lido, e repetindo, o que deve-se esperar da Batman e da Robin, o melhor obviamente, e ainda manda a Bitch da Batman se cadastrar aqui e perder a vergonha na cara-qq.
Att, Sant- Nymeria



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Mensagem por Gwendolyn B. Redgrave em Qua Jan 09, 2013 9:19 pm
A "Bitch da Batman" pode ouvi-la, tolinha.
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Mensagem por Nymeria A. Screamgun em Sex Jan 11, 2013 6:22 pm
Olá Batman, não me importar, falo na sua cara o que você ... Deixa... Não vou lhe estresse, isso seria um insulto, grave, digamos...



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